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domingo, 27 de janeiro de 2008

Cérebro a Super máquina


Um dos aspectos mais curiosos do sistema de memória é a seleção. Convenhamos: armazenar o tempo todo todos os detalhes de tudo que enxergamos e sentimos seria tão inútil quanto não guardar nada. Então, para não se sobrecarregar com o volume imenso de informações diárias, o cérebro é sábio. Divide as tarefas, usando tipos diferentes de memória.


Algumas lembranças, às vezes, aparecem do nada! Por exemplo: como determinada música pode reacender as sensações de um encontro romântico? Provavelmente você viveu uma cena marcante em que o cérebro associou a melodia ao rosto, ao cheiro, ao nome daquela pessoa.


Naquele momento, neurônios formaram conexões para reconhecer todos os detalhes da cena. A imagem foi montada pelo córtex visual; o perfume foi reconhecido no córtex olfativo, a música e as emoções daquele momento também foram registradas em outras áreas do cérebro. Mas a cena ainda não foi arquivada. É preciso que todas as informações ainda frescas passem pelo hipocampo que, como uma cola, reforça cada elo desse circuito. “Depois de algum tempo, essa informação acaba ficando retida no córtex propriamente”, diz o neurologista da USP Ricardo Nitrini. Esse processo complexo pode levar meses! “Qualquer interrupção da seqüência de processos pode causar a desgravação ou a não gravação”, explica Izquierdo. É por isso que depois de um acidente de carro, por exemplo, a vítima esquece o que estava fazendo nos momentos imediatamente anteriores à batida. É que o trauma interrompeu a gravação daquelas memórias.
Mas, uma vez fixado, esse circuito de neurônios pode ficar no cérebro por décadas. É por isso que, tempos depois, numa lanchonete, distraído, você ouve aquela música da paquera e pronto! Como num colar de memórias, uma coisa puxa a outra. Pode ser o suficiente para reativar todo aquele circuito. Aliás, a memória volta muitas vezes até mais agradável do que o acontecimento foi na vida real.

O cérebro e as emoções

Vida de criança é assim: em questão de minutos ela passa da gargalhada ao choro. Parece que brigas, surpresas, decepções vêm e vão sem deixar vestígios. Mas não é bem desse jeito.É impressionante saber que --------apesar de termos deixado vestígios,--- quase tudo que aconteceu há tantos anos, as emoções vividas ainda estão guardadas no cérebro. Elas foram fundamentais para construir tudo o que somos hoje.

Em São Francisco, Estados Unidos, a psiquiatra Rebecca Turner decidiu estudar o sentimento mais desejado pelo ser humano: o amor."Queremos saber como uma emoção como o amor pode fugir tanto do nosso controle e por que sofremos tanto quando alguém vai embora?", questiona a psiquiatra."Estou me lembrando do dia em que meu marido me pediu em casamento. Estávamos no meu apartamento, sentados no chão, no sol, pela manhã. Foi maravilhoso! Eu me senti tão amada e já o amava tanto!", comenta Shoshana Walcott."Maldita Ocitocina"

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Alguém pode entender o que eu quis dizer com esta reportagem?
Sim, Somos capazes de esquecer os melhores momentos vividos, após algum tempo de não ativação daquela parte cerebral.

Ou seja, se aquela cena não acontecer novamente para renovar minhas memórias ela vai acabar numa subdivisão do cérebro...

É por isso que eu quero estudar isto, meu cérebro faz tudo sozinho uai, palhaçada!
Mas Depois do meu desespero repentino por esta noticia, eu li outra noticia que me aliviou depois que eu lembro de alguma parte do meu “esquecido” acontecimento, renova toda aquela linha de neurônios ligados, e eu lembro de tudo novamente. E com emoções melhores que as antigas, não são reais, mais é um bom começo... Tenho tudo que preciso para deixar meu cérebro a ativa.

Se alguém quiser este site me da um toque.

Abraços a Todos

Um comentário:

Danilo Castro disse...

Meu Deus cerebro é coisa do diabo!!!